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Publicado em 30 de Outubro de 2017 às 16:22
Encontro reúne bancários de Jardim, Bonito, Guia Lopes e Nioaque para debater nova lei trabalhista

No último sábado (28), os diretores do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região estiveram na cidade de Jardim para um encontro com os bancários. O objetivo foi debater a conjuntura econômica atual do país e a defesa dos bancos públicos, bem como colher assinaturas a favor do Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP), que revoga a nova lei trabalhista. Trabalhadores do ramo financeiro de Bonito, Guia Lopes da Laguna e Nioaque também estavam presentes no evento.

 

“Foi fundamental ouvir os bancários, suas preocupações e reivindicações. Também tivemos a oportunidade de levar o posicionamento do sindicato, levando informações referentes à reforma trabalhista, negociação por 2 anos, ameaça de privatização dos bancos públicos, como a Caixa. O encontro foi importante para estreitar as relações entre sindicato e base e para mostrar aos bancários que eles precisam realmente fortalecer a organização sindical para enfrentar todos esses desafios que vem pela frente”, avaliou o presidente do SEEB-CG, Edvaldo Barros.

 

Representando o departamento jurídico do sindicato, o advogado Marcelo Santos discursou sobre os pontos prejudiciais da nova lei trabalhista. “As pessoas ainda têm muita dúvida sobre essa nova lei, nem todo trabalhador sabe quais mudanças acontecerão, só se tem conhecimento do que a mídia transmite, que ainda é uma pequena parte da lei que, muitas vezes, é mostrada de forma positiva”, disse Marcelo.

 

   

 

Ainda segundo Marcelo, a nova lei trabalhista traz muitos pontos que são inconstitucionais. “Com a reforma, a justiça gratuita só vai fazer jus a quem tiver salário inferior a 40% do regime da previdência social, então aqueles que tiverem salário acima terão que comprovar a impossibilidade de arcar com os custos do processo. Uma outra situação que também retroagiu é a questão dos honorários periciais que, se o trabalhador alegar doença ocupacional relacionada aos trabalhos bancários e o perito do juiz não comprovar, o bancário terá que que arcar com os custos dos honorários periciais mesmo que beneficiado pela justiça gratuita. É uma afronta ao próprio princípio da justiça gratuita que o código de processo civil já diz”, enfatizou.

 

Marcelo destacou que a reforma enfraquece a classe trabalhadora, tirando a proteção que os sindicatos fornecem para a sua classe. “Um outro exemplo diz respeito ao acordado sobre o legislado, em que garante o acordo individual, onde patrão e empregado poderão tratar sobre PLR. O trabalhador sozinho não tem força suficiente para garantir os seus direitos, mas um sindicato atuante e presente, como o próprio Sindicato dos Bancários de Campo Grande, possui”.

 

Diante deste cenário, o presidente do sindicato destacou ainda a importância de se avaliar a atuação dos políticos em Brasília. “Para enfrentar todos esses desmandos, nós precisamos eleger representantes na presidência e no Congresso que tenham compromisso com a classe trabalhadora, porque se manter os mesmos políticos, dificilmente conseguiremos avanços”.

 

Depois do debate, os bancários puderam confraternizar com churrasco servido no local.

 

Mobilização

O SEEB-CG está fazendo conferências com os bancários do interior do estado para destacar a importância da defesa dos bancos públicos e dos prejuízos da reforma trabalhista, colhendo assinaturas para o Projeto Iniciativa Popular (Plip) que revoga a nova lei trabalhista. 

 

Por: Daiana Porto/Assessoria de Comunicação do SEEB-CG

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