28 de Agosto de 2008 às 22:10
Um dos entraves está nas divergências entre os sete consultores sobre o valor de ativos da Nossa Caixa, como a folha de pagamento dos servidores, a conta única do Estado e os depósitos judiciais. Segundo George Tormin, secretário-adjunto da Fazenda do governo paulista, é precipitado afirmar que o Banco do Brasil não concordou com as avaliações correntes. “Ainda não sentamos para conversar sobre números. Devemos sentar nos próximos dias - tanto o pessoal que está nos assessorando quanto os que assessoram o BB e a Nossa Caixa. Estamos concluindo, ao longo desta semana, as avaliações. À medida que tivermos o sinal verde do outro lado (BB), de que já estão ‘ok’, nós devemos sentar para negociar”, disse Tormin.
O valor da folha de servidores paulista, vendida no ano passado por R$ 2,084 bilhões motivou forte queda nas ações da Nossa Caixa. O BB gerencia os pagamentos em mais de dez Estados e não estaria disposto a pagar um valor superior ao que a folha paulista de fato agregaria ao banco.
Tormin afirmou que o governo de São Paulo já tem um valor preliminar dos ativos do banco. O governo teve como consultores o Banco Fator e o Citibank, enquanto a Nossa Caixa contratou nas últimas semanas o JPMorgan e o Morgan Stanley para assessorar na avaliação.
Segundo o secretário, a reunião com o BB ocorrerá quando o banco federal estiver pronto. “Depende muito da posição do BB. Ele vai ter de dar o sinal verde. Estamos aguardando a proposta. É uma operação complexa. (O negócio) depende de qual valor o BB vier a oferecer. Se for um bom negócio para o governo do Estado, será conduzido”, finaliza Tormin.
Contraf/CUT, com Folha de São Paulo
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