30 de Abril de 2026 às 17:00

Na escala 5x2 desde 1962, bancários exigem direito a todos

Dia do Trabalhador

O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, 1º de Maio, é uma data importante para refletir sobre como as gerações passadas conseguiram o que parecia impossível e sobre como, unidos, os profissionais podem alcançar os salários e o respeito que merecem. Enquanto a sociedade e o Congresso debatem intensamente o futuro da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, uma categoria profissional no Brasil já conquistou esse direito há mais de seis décadas: os bancários e as bancárias.

A conquista histórica da jornada de 6 horas diárias e 30 horas semanais, de segunda a sexta-feira, começa em 1962. Essa realidade, consolidada e preservada ao longo dos anos, é prova viva de que é possível obter conquistas por meio da organização e unidade da categoria e da luta sindical.

A história da categoria bancária mostra que, com mobilização e representação forte, os trabalhadores podem não apenas garantir direitos, mas expandir suas conquistas. “A trajetória dos bancários mostra que a organização da classe trabalhadora, por meio das entidades de classe, é uma das ferramentas mais poderosas que o trabalhador possui. Se hoje temos conquistas que servem de referência, é porque sempre acreditamos na força da nossa organização coletiva”, destaca a presidenta do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Neide Rodrigues.

Convenção Coletiva: Exemplo Nacional

Mais do que a jornada reduzida, os bancários se destacam por possuírem uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de abrangência nacional. Isso significa que, de Norte a Sul do país, todos os trabalhadores do setor são regidos pelas mesmas regras e têm acesso aos mesmos direitos, garantindo uma proteção uniforme e robusta, independentemente da região ou do porte do banco em que trabalham.

A Convenção dos Bancários é referência nacional, reunindo mais de 100 cláusulas que asseguram direitos fundamentais, como:

  • Piso Salarial Nacional: Garantia de remuneração mínima digna em todo o território nacional.
  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR): Uma das bem-sucedidas negociações de PLR do país. Os bancários recebem uma parcela dos lucros anuais do banco, dividida em duas parcelas.
  • Adicionais Específicos e Auxílios: Como auxílio-creche, vale-alimentação, 13ª cesta alimentação, auxílio-filhos com deficiência e outras cláusulas sociais que melhoram a qualidade de vida, a exemplo das licenças maternidade e paternidade estendidas.
  • Estabilidade e Proteção Social: complementação de auxílio-doença, estabilidade pré-aposentadoria e requalificação profissional em caso de demissão.

As conquistas dos bancários não são presentes ou benefícios concedidos voluntariamente pelos bancos, mas sim o resultado direto de campanhas anuais, negociações firmes e, acima de tudo, da unidade da categoria.

“Nossa Convenção Coletiva Nacional é o nosso maior escudo. Todos os anos, os banqueiros tentam retirar direitos, mas, com o apoio firme dos bancários e das bancárias que sabem dizer não a esses retrocessos, conseguimos manter nossas conquistas e avançar um pouco mais a cada nova campanha. É essa unidade nacional que nos dá força para sentar à mesa de negociação e garantir que o lucro dos bancos também retorne para quem realmente o constrói: o trabalhador”, lembra a presidenta Neide Rodrigues.

Luta por toda a classe trabalhadora

A atuação do movimento sindical bancário sempre extrapolou os limites da categoria. Historicamente, os bancários estiveram na linha de frente de mobilizações decisivas, como as passeatas e movimentos contra as reformas previdenciária e trabalhista, em defesa da manutenção de direitos fundamentais para todos os brasileiros.

Essa visão coletiva também se reflete em conquistas econômicas de amplo alcance, como a luta pela isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, uma vitória deste ano de 2026 que beneficia diretamente milhões de trabalhadores e suas famílias. No caso dos bancários, cerca de 30% da categoria estão sendo diretamente beneficiados, com impacto total de R$ 260,7 milhões por ano.

Atualmente, esse compromisso se traduz no apoio irrestrito ao fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem redução salarial.

“Não lutamos apenas por nós. A precarização do trabalho prejudica toda a sociedade e gera impactos diretos na aposentadoria, no SUS e na melhora de vida das pessoas e do país. Defender uma jornada digna para todos os brasileiros é defender a vida e o bem-estar social. Se a nossa categoria avançou, queremos que todo o Brasil avance junto”, conclui a bancária e presidenta do sindicato, Neide Rodrigues.

Por: Comunicação do SEEBCG-MS 


 

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