17 de Agosto de 2009 às 10:26

Bancos privados voltarão a ganhar mercado quando sistema "normalizar", diz BC


Os bancos privados devem voltar a ganhar mercado e competir com os bancos públicos quando o sistema financeiro estiver "normalizado", disse nesta sexta-feira o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.


"Quando houver uma normalização do sistema financeiro, o setor privado deve voltar não só a emprestar, mas a praticar custos competitivos e mais uma vez disputar fatias do mercado", afirmou.


Meirelles disse que, na crise, os bancos públicos se beneficiaram do aumentosnos depósitos em razão da busca dos clientes por segurança, referindo-se à procura pela poupança. Para Meirelles, os bancos públicos exerceram um "papel contracíclico" e puderam buscar uma queda gradual dos "spread" bancário --a diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados nos empréstimos para os clientes--, com isso ganhando mercado


O Banco do Brasil apresentou ontem um lucro líquido de R$ 2,348 bilhões no segundo trimestre deste ano e, em ativos, a instituição voltou a ocupar a liderança no país, superando o Itaú Unibanco. Segundo o balanço da instituição, divulgado nesta madrugada, os ativos do Banco do Brasil chegaram a R$ 598,8 bilhões, ante R$ 596,4 bilhões do Itaú Unibanco.


O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, comemorou ontem a retomada da liderança de mercado pela instituição e afirmou que essa é a posição natural do banco. Ele disse ainda que, com a conclusão da aquisição de 50% do banco Votorantim, o BB deve se consolidar na liderança.


"Há cerca de nove meses, fomos surpreendidos por uma operação que tirou a liderança do BB no mercado. Esta notícia foi motivo de tristeza para todos os funcionários do BB. Mas seguimos acreditando no potencial do banco e, agora, o BB retoma o posto que lhe é de direito, a posição de maior banco no Brasil e América Latina", afirmou.


Dólar


Questionado se o BC estaria preocupado com a excessiva valorização do real em, relação ao dólar, Meirelles destacou que o BC não possui metas de câmbio, mas sim metas de inflação.


"O que temos é uma política de reservas visando aumentar a resistência do país à crise", disse, destacando ainda que o governo comprou dólares por um longo período "no momento em que os fluxos eram de saída". "Estamos agora no momento de recomprar."


O presidente afrimou que o BC compra dólares na medida em que exista oportunidade de mercado para o acúmulo de reservas.


Fonte: Folha Online

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