25 de Março de 2024 às 19:10

Cartilhas consolidam mais um passo das bancárias no combate à violência contra a mulher

Luta

O movimento sindical bancário está na vanguarda da luta contra a violência de gênero. A cláusula 86 da CCT da categoria, conquistada na Campanha dos Bancários, resultou no lançamento, em abril de 2023, do Programa Nacional de Prevenção à Violência de Gênero. E nesta segunda-feira, 25, o programa deu mais um importante passo, com o lançamento de duas cartilhas educativas que abordam, de forma didática, a necessidade de se combater a violência contra a mulher e de se construir uma sociedade livre do machismo. As cartilhas são uma parceria entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban.

As cartilhas lançadas foram: “Sexo Frágil – Um manual sobre a masculinidade e suas questões” e “Como conversar com homens sobre violência contra meninas e mulheres”.

“Essa luta não se restringe às trabalhadoras bancárias, mas é de todas as mulheres e homens. A repetição de crimes contra mulheres, como os hediondos casos ocorridos em Campo Grande na última sexta-feira, exige repúdio firme e ações de conscientização em toda a sociedade”, destacou a presidente do SEEBCG-MS, Neide Rodrigues, que é membro do Comando Nacional dos Bancários e participou do evento de lançamento.

“Estamos muito felizes hoje, com o lançamento dessas publicações, que são o fruto de um trabalho de mais de 20 anos, marcado a partir da instauração da mesa de Igualdade de Oportunidades, uma demanda dos trabalhadores nas mesas de negociação com os bancos. Em uma sociedade com números crescentes de violência contra a mulher, daí a importância dessas cartilhas, para fazer essa informação chegar, por meio da capilaridade dos bancos e dos sindicatos, a todo o território”, observou Fernanda Lopes, secretária de Mulheres da Contraf-CUT. 

“Esse material é fundamental para que a sociedade compreenda a necessidade do combate ao assédio contra a mulher, em todos os espaços. Precisamos alterar esse modo de organizar nossa sociedade, patriarcal, que reduz a representatividade de mulheres nos espaços de liderança e poder”, pontuou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

 

Sobre as publicações

Os materiais fazem parte do Programa Nacional de Iniciativas de Prevenção à Violência Contra a Mulher, de conscientização e combate à violência de gênero, lançado em 2023 e conquista das bancárias, na luta contra o assédio no ambiente de trabalho e na sociedade. 

A publicação “Sexo Frágil – Um manual sobre a masculinidade e suas questões” foi desenvolvida pelo Instituto Maria da Penha (IMP) e Virtus – Defesa Social, Segurança Pública e Direitos Humanos. Enquanto a cartilha “Como conversar com homens sobre violência contra meninas e mulheres”, escrita por Viviana Santiago, foi desenvolvida pelas organizações Papo de Homem e Instituto PDH.  

 A ideia é que as edições sejam amplamente divulgadas, tantos nos bancos quanto nos demais espaços sociais, contribuindo assim para que homens e mulheres se transformem e se tornem agentes de mudança.

Principais conquistas das bancárias na CCT 

– 2000: inclusão do tema igualdade de oportunidade nas mesas de negociação;

– 2009: licença-maternidade de 180 dias e extensão de direitos aos casais homoafetivos;

– 2010: inclusão da cláusula que criou o programa de combate ao assédio moral;

– 2016: licença-paternidade de 20 dias;

– 2020: programa de prevenção à violência contra a mulher bancária, no âmbito doméstico e familiar, incluindo a criação de canais de acolhimento, orientação e auxílio às mulheres em situação de violência doméstica e familiar;

– 2022: cláusula que criou o programa de combate ao assédio sexual.

Por: Contraf-CUT e SPBancários


 

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